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Capela Sixtina à luz de Led

Por ocasião dos 450 anos da morte do genial Michelangelo Buonarrotti, a Capela Sistina – quinta, 16 de outubro – passou a ser iluminada com 7 mil lâmpadas led.

Com rigor científico, a tonalidade da luz e o espectro de cores foram adaptados para os pigmentos utilizados por Michelangelo e outros pintores do Renascimento.

A orientação precisa dos Led também permite iluminar paredes e  teto da capela de maneira uniforme, sem ofuscar os olhos dos visitantes. Os dispositivos foram instalados de forma não visível para recriar um efeito natural de luz, de modo a fazer parecer que o feixe de luz vem diretamente das janelas.

O novo sistema dá uma nova luz a todos os afresco, identificando até mesmo os fios de ouro nas pinturas, tornando as Sibilas brilhantes e  mais nítidos os Profetas dos tímpanos do teto.

O efeito mais visível é o aumento do halo de luz em torno de Jesus no Juízo Final. Ecologistas comemoram: além de uma melhor qualidade de iluminação, a utilização dos Led assegura uma poupança econômica considerável com uma diminuição do consumo de energia em mais de 60%.

A Capela Sistina, erguida entre 1475 e 1481, no tempo do Papa Sisto IV della Rovere, é o espaço sagrado do conclave que elege os pontífices da Igreja Católica. O Papa Júlio II comissionou – não sem uso da força – o grande Michelangelo Buonarrotti para pintar a Criação do Mundo e cenas do Gênesis entre 1508 e 1512. E a parede de fundo do altar mór, com cena dantesca do Apocalipse, revelando o Juízo Final, tarefa executada entre 1535 e 1541

A Capela Sixtina conta ainda com painéis da maioria dos mestres renascentistas: Sandro Botticelli, Pietro Perugino, Pinturicchio, Domenico Ghirlandaio, Luca Signorelli e Piero di Cosimo.

Curiosidade: com 40,93 metros de comprimento e 13,41 de largura, com 20,70 metros de altura tem as dimensões bíblicas do Santuário do Templo de Salomão, conforme vêm descritas no Velho Testamento.

Fotografia Brasileira em Paris

Em Paris, o Salão de Fotografia La Quatrieme Image abriu amplo espaço para o Brasil. Afinal, os franceses são apaixonados pelo nosso trópico.

A exposição, com o melhor da fotografia contemporânea, até 2 de novembro, contempla os noturnos estrelados no Rio de Janeiro, na visão de Betina Samaia.

Destaque para o exotismo das imagens amazônicas, como Pirarucú e Sucuri, de Edu Simões.

Lá também expõe suas visões de Brasil, os fotógrafos Bob Wolfenson, Claudia Jaguaribe, Claudio Edinger, Iatã Cannabrava, Lucas Lenci, Rogerio Reis, Sheila Oliveira. O Brasil é um celeiro de mestres fotógrafos. Aqui a pungente memória da boa gente nordestina, na lente de Tiago Santana.

Para realçar este traço da nossa cultura, num Brasil onde a fotografia foi pioneira pelas mãos do imperador D.Pedro II, criamos aqui em Curitiba, no Solar do Barão, o Museu Brasileiro da Fotografia, hoje , como tudo na nossa cultura, meio abandonado e esquecido.

Clima: calor excessivo e seca nascem assim

A dramática falta de água, pela absoluta ausência de umidade e chuvas, em São Paulo , antiga terra da garoa, e várias cidades do sudeste do Brasil, tem relação direta com a devastação da Floresta Amazônica.

Em vôo instruído por GPS de satélite, o fotógrafo Rafael Alves, ativista ambiental do movimento Greenpeace revela as serrarias e queimadas desde o alto.

O desequilíbrio do desmatamento pelo extrativismo primitivo, nem sempre coibido pelas nossas negligentes ( ou corruptas) autoridades nacionais, seria a causa da seca que coloca os paulistanos e paulistas de canequinha na mão diante de carros pipa. Está comprometida pelo desmatamento a frente usual de umidade que soprava da Amazônia sobre o sudeste do Brasil – brisa criadora da antiga Mata Atlântica.

Coleção Geyer: patrimônio histórico em risco

O caso envolve não só uma disputa entre herdeiros, mas a própria preservação do patrimônio histórico e cultural do Brasil, naquilo que temos de mais precioso e refinado.

Donos de uma fabulosa coleção de obras de arte, telas , aquarelas e gravuras , móveis e livros do período colonial e imperial do Brasil, os Geyer mantinham seu acervo nos salões da mansão da família, no bairro do Cosme Velho, no Rio.

Em 1999, Paulo Geyer e sua mulher, Maria Cecília ( foto) , doaram todo o acervo mais a própria casa ao Museu Imperial de Petrópolis, que deles tomaria posse após a morte dos dois, passando a ter uma sede no Rio.

O fato foi celebrado com uma mostra no Centro Cultural carioca do Banco do Brasil, à qual compareci acompanhando o então ministro Rafael Greca e nossos diletos amigos Lily Marinho, Silvinha e Helinho Fraga.

Paulo Geyer morreu em 2004. Dona Maria Cecília, no dia 6 de junho deste 2014. O industrial deixou fabulosa fortuna, sendo sua parte mais expressiva em arte brasileira.

Nas semanas seguintes, o processo de transmissão da guarda do tesouro enredou-se em dois mistérios. Um deles já circulava como rumor há algum tempo: parte dos objetos doados sumiu – inclusive alguns dos quadros que forravam toda a extensão do teto da biblioteca, hoje com nítidos espaços vazios.

O outro mistério tem por objeto dois cofres arrombados encontrados vazios. Os suspeitos das duas ações têm, todos, o sobrenome Geyer e pertencem às duas facções em pé de guerra em que se dividem os cinco filhos do casal.

Nos últimos 5 anos, praticamente a única filha que tinha acesso a Maria Cecília era a caçula, Maria, de 54 anos – aliada de suas irmãs Vera, que mora nos EUA, e Cecília, que morreu em 2010.

Do outro lado da trincheira, os irmãos Joanita e Alberto afirmam que passaram a ser impedidos , por ordem das irmãs, pela segurança de entrar na mansão, após a morte do pai.

Neste período de isolamento, a matriarca, dona Maria Cecília Geyer, entrou com uma ação em que contestava a doação e pedia de volta 220 itens avaliados em 20 milhões de reais.

Foi apoiada por Maria e por Frank Geyer, filho de Cecília. Este último, aliás, é acusado por parentes de usar o peso do sobrenome familiar e fazer um pedido especial à ministra da Cultura, Marta Suplicy, para que ela excluísse, com um ato administrativo, ‘alguns itens da Coleção Geyer’.

Cinco dias após a morte da matriarca, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF2) acolheu recurso impetrado por ela e deu vitória parcial à retirada dessas obras da doação.

Mas o imbróglio judicial continua, já que outros dois herdeiros, Joanita e Alberto insistem que a vontade dos finados pais seja integralmente respeitada. O caso está na Justiça e na burocracia do Instituto Brasileiro de Museus.

Imperioso é que a vontade do generoso casal Geyer seja respeitada. Sua coleção contempla centenas de aquarelas e telas de Thomas Ender,o professor de desenho da imperatriz Leopoldina Von Habsburg.

Quando a arquiduquesa da Aústria ,depois princesa imperial, veio ao Brasil para casar-se com D.Pedro I, o mestre Ender acompanhou sua ilustre aluna aos trópicos sul americanos.

Ficou fascinado com a luz do Brasil. Costumava dizer que pintava sobre cartões azuis para conseguir o brilho da luminosidade dos horizontes brasileiros.Embrenhou-se nos sertões, em viagens documentadas por aquarelas e desenhos.Sua contribuição à nossa iconografia brasileira é valiosa.

Só o quadro Enseada de Botafogo em 1817, de mestre Ender, vale hoje mais de 1 milhão de reais. A imagem , que encerra este post, pertence à memória coletiva do Brasil.

Absurdo em Curitiba: a ponte que não é

Liga nada, a coisa nenhuma. Dinheiro público dos nossos impostos, literalmente jogado fora. Há 5 anos esta ponte, na avenida Wenceslau Bras, em Curitiba permanece sem função. Símbolo da decadência do planejamento urbano da ex-cidade modelo. O prefeito Beto Richa fez, os prefeitos Ducci e Fruet não foram capazes de lhe dar bom uso.

Desnecessário dizer que ponte é a obra de engenharia de transposição de um rio ou canal, que liga estradas em suas duas cabeceiras. Esta é a ponte que não é ponte.

Kauai, o novo endereço dos Zuckerberg

Mark Zuckerberg comprou, por 79 milhões de euros, a ilha Jardim de Kauai, a quarta em tamanho no arquipélago do Hawaí, para ali edificar uma casa refúgio, com total privacidade, longe de vizinhos incômodos, mídia invasiva e qualquer tipo de abelhudos, informa a revista Forbes.

A propriedade, uma fazenda em terras vulcânicas, de 282 hectares, é paradisíaca. Ali as cascatas e a vegetação exuberante cobrem as rochas metamórficas. O local é fruto de erupções e cataclismos. Zuckerberg aprecia os riscos.

Mark Zuckerberg e Priscila Chan – sua mulher de origem chinesa – ambos amantes do surf, tinham sido vistos e fotografados repetidas vezes nas ilhas hawaianas. Agora se sabe o que buscavam.

No mesmo dia em que anunciou a compra, Mark Zuckerberg anunciou a doação de 29 milhões de euros para a luta contra o vírus ebola.

O jovem empresário, dono e criador do Facebook, nem bem terminou sua mansão em Mision Dolores, o bairro latino de São Francisco da Califórnia, e já parte para a construção de outra casa.

Bem casados, pra lá de Marrakesh

Marianna de Almeida Cassou e Raul Frare, ambos curitibanos, escolheram o Palmeiral entre Marrakesh e Monte Atlas,no Marrocos, norte da África, para cenário de seu casamento. Bela festa, ambiente deslumbrante. Puro alumbramento, no moderno hotel Palais Namaskar, que fica na route Bab Atlas.

Celebração em clima de 1001 noites, com as tradições do reino islâmico de Mohamed VI. Fora do hotel, opção mágica, os passeios de camelo até a Medina – centro comercial de Marrakesh.

Marianna vestiu rendas em off White, com transparências arrematadas por rosas tecidas, num modelo clássico, e prendeu os cabelos em coque, a emoldurar-lhe a beleza.

Revoada de noticiáveis paranaenses e brasileiros celebrou a felicidade dos noivos, ela filha de Denise Almeida e Marco Cassou, presidente da empreiteira C.R.Almeida e da pedageira Ecovia, ambas as empresas com origem no Paraná. Ele filho do casal Celso Frare.

Instagram colocou a alegria da família Cassou na rede, com a velocidade da luz. Iluminação cênica dava toques de magia à colunata marroquina do Palais Namaskar, que parece flutuar sobre as águas do jardim oriental.

Fontes murmurantes no parque de tamareiras,mármores com arabescos, e a incrível luz dos céus do deserto, onde sopram ventos alísios e o temido e quente sirocco.

Couros impressos em relevos e filigranas de ouro da tradição berbére ornamentavam  os divãs, nos pavilhões abertos para um jardim de delícias , a evocar antigos haréns onde soberanos do Islã  exercem sua hospitalidade.

Lamparinas em colossais lustres de latão, artesanato e arte popular típicas da tradição marroquina, evocaram o clima das 1001 noites desejado pelos noivos.

A festa disco, e o ar quente do deserto, despojaram alguns convidados do traje de gala, dando lugar à certa informalidade à brasileira.

Entre o céu e a terra, literalmente

O astronauta da Nasa, Reid Wieseman ficou 6 horas e 13 minutos suspenso no espaço sideral, fotografado por Alexander Gerst, que viveu a mesma aventura. Esta semana, ambos saíram em inspeção para fora da Estação Espacial Internacional, em órbita da Terra, para retificar equipamento robótico. Foto NASA postada pela Reuters na rede mundial revela a cena inusitada.

Já Alexander Gerst fez o primeiro selfie espacial durante a expedição extraveicular. A Terra refletida no visor do seu capacete. São  41, os engenheiros da estação espacial. Os dois foram sorteados para o arriscado e singular passeio no espaço. Foto NASA/Rex.

Guijarro, o caliente gitano

O andaluz Jonathan Guijarro é bailarino espanhol de flamenco e balé clássico. Ensaio fotográfico ousado coloca-o agora na vitrine da rede mundial. Ninguém pode negar sua boa forma e a excelente performance. Olé!

Treme a República, na boca da urna

As informações de que a PF, a pedido do juiz curitibano Sérgio Moro, estaria armando operação de busca e apreensão em algumas das maiores empreiteiras do Brasil – quase todas envolvidas na operação Lava-Jato contra a corrupção na Petrobrás, colocaram em estado de alerta máximo e plantão permanente os principais advogados do país.

Grande revoada de jatinhos executivos para o exterior. Há rumores de que grandes executivos  já estariam fora do país, temendo o pior. O mesmo destino de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, comenta a colunista Mônica Bergamo na Folha de SP. Outros ceos de empreiteiras escolheram permanecer por aqui já negociando a delação premiada que os livre do cárcere.

Sendo verdade tudo que se especula, a Papuda, penitenciária de Brasília terá que ser ampliada com urgência.


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