Postado em 04 de fevereiro de 2010, quinta-feira.

Azedaram em Brasília, as comemorações na embaixada dos EUA, pela chegada do novo embaixador norte-americano no Brasil. Até o champagne preparado não espocou. Estava chocho ou, como se diz em francês, bouchonée. Saiu sem o necessário perlage, as pérolazinhas que, borbulhando, dão o gás necessário que vivifica e dá alegria à bebida.

 

 O embaixador Thomas Shannon ainda alimentava a esperança de que seu país vencesse a disputa pela venda de 36 aviões caças Boing F18 à FAB. A conta chegou a 5,7 bilhões de dólares. Com outras opções – desprezados também os caças suecos, cotados a 4,5 bilhões – o governo federal preferiu bater o martelo pelos caças mais caros, os franceses Rafale Dassault, ao preço total de US$ 6,6 bilhões.

 

 O champagne francês sem defeitos, perfeitamente gelado, rolou mesmo na Embaixada da França em Brasília e no Palácio Elisée, em Paris, onde o presidente Sarkozy e sua mulher Carla Bruni brindaram felizes, erguendo a taça da vitória em honra do presidente Lula.


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