
A Cosan, maior produtora de biocombustível do Brasil fez joint venture com a Shell, gigante petroleira anglo-holandesa. O negócio cria mega grupo econômico, com faturamento entre os 15 maiores do país. Será de R$ 40 bilhões por ano, a receita estimada, a partir deste 2010, em que a norma européia obriga a adição progressiva de etanol à gasolina.

O negócio foi anunciado por Rubens Ometto, da Cosan, e Vasco Dias, presidente da Shell do Brasil. A Petrobrás e a British Petroleum ensaiam negócio semelhante. A nova sociedade terá 4.470 postos de serviço, 23 usinas de álcool, com capacidade de produção de 2 bilhões de litros por ano. Está prevista a distribuição mundial de 17 bilhões de litros de combustíveis, já no primeiro ano. Ometto declarou: esse era o passo que faltava para tornar o etanol uma commodity global. Agora é a hora, as outras empresas do grupo petrolífero chamado Sete Irmãs virão logo, disse o analista Luiz Correa Carvalho, especialista no florescente mercado sucroenergético.

