Há rumores de que a corte do STF, em Brasília, estaria dividida quanto ao caso Batistti, em função do seguinte dilema: se o governo brasileiro entregou de volta a Cuba, atletas humildes e negros - que pediram asilo no Brasil, mesmo sabendo que poderiam ser perseguidos em seu país de origem pelo regime comunista - porque privilegia o terrorista italiano Batistti, com a concessão do refúgio, que suspende o processo de extradição, mesmo sabendo que Batistti não será torturado, ou coisa que o valha, na Itália? Dá para entender?
Dois pesos, duas medidas
Afinal, os atletas cubanos, ao serem obrigados a voltar para Cuba, certamente sofreram retaliações por parte do governo cubano, uma vez que mostraram rejeição ao regime comunista. Podem até estar presos. Saber, quem há de? Batistti seria enviado de volta a um governo que cumpre todas as exigências de um país livre e democrático, que respeita as instituições, como a Itália, onde não se tem notícia nem de prisões arbitrárias, ou de julgamentos sumários.

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