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          Postado em 09 de março de 2010, terça-feira.

Nestes primeiros meses de 2010, o Porto de Paranaguá teve um aumento de movimentação de cargas de 42%, comparado ao ano passado. A boa notícia sinaliza crescimento da economia do Paraná. O blog publica aqui fotos aéreas, de Rodrigo Leal, em sobrevôo ao nosso porto, revelando seus três principais terminais: o de containeres, o de automóveis e o de embarque de soja e grãos.

          Postado em 09 de março de 2010, terça-feira.

 Yoko Ono inaugurou em Tóquio o John Lennon Museum. Ali, retratos de seu álbum de família, lembranças da infância e da juventude passadas na rigidez da boa educação e da severa etiqueta do Japão imperial.

Do Times on line e do infinito arquivo dos fãs dos Beatles, as fotos reveladoras de uma vida intensa que saiu do Japão e abrangeu o mundo.

A inquieta artista plástica, formada professora de piano e literatura japonesa, de tradicional e rica família de Tóquio, vive em Nova York desde 1952. Casou-se com John Lennon, então astro do The Beatles, em 1969.

Adeptos e pregadores da liberdade e do pacifismo, John e Yoko nos seus tempos de Peace and Love posaram à vontade, em frente e verso, na famosa foto.
Yoko tem dois filhos, Kyoko Chan Cox e Sean Lennon. Viúva do famoso mestre de música, autor de Imagine, desde seu assassinato na porta do Dakota Building, em NY, a 8 de dezembro de 1980, Yoko aos 77 anos exibe incrível vivacidade.

          Postado em 09 de março de 2010, terça-feira.

O cachorro que virou logomarca musical chamava-se Nipper. Viveu na Inglaterra na segunda metade do século 19. Quando seu dono morreu foi presenteado ao pintor Francis Barraud, irmão do falecido. Um domingo à tarde, quando Barraud ouvia uma gravação da voz do irmão no seu pioneiro fonógrafo Edison Bell, Nipper aproximou-se do aparelho encantado com a voz do dono. Francis teve a idéia de fixar a cena numa tela. Depois ofereceu sua tela para os donos da Edison Bell, sugerindo seu uso em marketing. Foi rechaçado, com o argumento cães não ouvem fonógrafos. Estes patrões não tinham noção de marketing.

O artista, então, decidiu substituir o fonógrafo pelo último modelo de um gramofone, da marca Gramophone Company, de Londres. Assim que viu a original pintura, William Barry Owen, o visionário dirigente da empresa, comprou o quadro e todos os direitos inerentes, pela pechincha de 100 libras, em 15 de setembro de 1899. A partir de 1900, Nipper representou a marca nos EUA, na Europa e, posteriormente, em todo o mundo. Definitivamente, Nipper entrou para o seleto grupo dos mais famosos cães desta Terra. O quadro original de Barraud está exposto em Hayes (EUA), nos escritórios da EMI, a sucessora da Gramophone Company.

Na Itália, Angelo Simione, funcionário aposentado dos Correios em Treviso, é apaixonado pela música e notável colecionador de fonógrafos, gramofones e discos. Ângelo possui uma das raras estátuas em cerâmica de Nipper, cão atento ao gramofone, ícone da gravadora RCA Victor, já parte da memória cultural do ocidente.

Sua incrível coleção contempla os mais antigos aparelhos de registro da música e da voz.

          Postado em 08 de março de 2010, segunda-feira.

Se você dormiu diante da televisão, fez bem. Como sempre, a festa do Oscar foi maçante. Difícil de agüentar a transmissão, os comentários e as piadas, traduzidas das expressões idiomáticas em inglês que só eles entendem. A blogueira, em vigília jornalística, por obrigação, viu quase tudo…

A grande vitoriosa Kathryn Bigelow vestiu YSL idealizado por Stephanie Pilatti, para receber os Oscares de melhor direção e melhor filme para Guerra ao Terror, crônica da cruel estupidez das guerras. Na foto AP, Barbara Streisand entrega um dos troféus à vencedora. Jeff Bridges vibrou com seu prêmio de melhor ator, por Coração Louco.

Sandra Bullock era favorita nos palpites para o Oscar de melhor atriz por Um Sonho Possível, não deu outra. Sua magistral interpretação, da história real de uma mulher elegante que reabilita um homeless, transformando o homem de rua em profissional de rugby, comoveu a Academia. Seu vestido cintilante assinado Marchesa também brilhou.

O mais foi a tradicional fogueira de vaidades, no tapete vermelho. Por exemplo, o estonteante vestido branco Armani privé de Amanda Seyfried. Ou as rosas plissadas em rouches da atriz ucraniana Vera Farmiga.

Jennifer Lopez não concorreu, mas apresentou a festa num esplêndido Giorgio Armani harmonizado com jóias Cartier e sapatos Ferragamo, mas não estava feliz.

A jovem atriz de Avatar, Zoe Saldanha, exibiu um Givenchy retrô em tons que iam do lilás ao roxo. Meryl Streep, que não ganhou nada, passeou seu imenso talento num longo branco assinado Chris March. Nine, de Penélope Cruz, também não levou nenhuma estatueta, o que não impediu o sucesso da bela espanhola, embrulhada num modelo Donna Karam, e acompanhada do talentoso marido Javier Bardem.

Kate Winslet vestiu prata, evocando YSL, com algumas das mais belas jóias da noite, emprestadas da Tiffany’s, avaliadas em US$ 2,5 milhões. Gabourey Sidibe, a revelação do filme Preciosa – Uma História de Esperança - indicada em seu primeiro filme para o Oscar de Melhor Atriz, vestiu um modelo Marchesa azul elétrico. Sarah Jessica Parker preferiu Chanel Couture, em cetim marfim, o peitoral rebordado em prata, harmonizado com brincos, pulseiras e anéis Fred Leighton.

No quesito melhor filme estrangeiro, lamentavelmente não houve indicação de brasileiros. Bom que os hermanos tenham vencido com sua produção O segredo de seus olhos. Ricardo Darin, o protagonista argentino, ao receber a estatueta dourada disse: foi um milagre.

Na transmissão da rede Globo a bela repórter Giuliana Morrone não teve sorte. Foi colocada num terraço sobre o tapete vermelho, ótimo para mostrar a chegada das estrelas. Só que, na véspera, por medo da chuva, a Academia mandou cobrir a esplanada do teatro Kodak com um toldo. Para a repórter brasileira só restou a visão do toldo opaco, sem mostrar nada.

          Postado em 08 de março de 2010, segunda-feira.

Viviane Westwood, que cultiva a irreverência e a ironia – vejam a sua pose como Paulina Borghese diante de Canova - conseguiu seu objetivo: o de ser a mais comentada nos desfiles da saison em Paris. Provocativa, a estilista inglesa, propôs mistura estética de todas as fábulas deste mundo. Ganhou as primeiras páginas dos grandes sites da Europa, como nesta foto do Times on line, e o espaço sem censura deste blog.

Era só o que faltava: Dame Vivienne Westwood colocou bigodes e muito batom nas suas modelos, como se fora uma festa caipira brasileira, daquelas em que as crianças colocam barbas riscadas a lápis carvão, lábios e bochechas vermelhas de batom e rouge caboclo. Houve quem recordasse as tristes mulheres barbadas dos circos mambembes. A maioria adorou. Aos atônitos espectadores, a irônica Vivienne afirmou: o príncipe azul das passarelas sou eu!

          Postado em 08 de março de 2010, segunda-feira.

Vale a viagem a São Paulo. Na Oca de Oscar Niemeyer, centro de exposições do Parque do Ibirapuera, a mostra sobre os 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Todas as emoções do rei estão lá. No subsolo, um deck com um timão, que comanda uma projeção imensa na parede da orla do Rio de Janeiro. Como se o visitante acompanhasse Roberto num cruzeiro a bordo de seu famoso iate Lady Laura. Do outro lado, atrás de um canteiro verdadeiro de rosas vermelhas projeção de um parque, homenageia a amada Maria Rita. Aí o visitante já tirou o lenço do bolso.

Multimídia complementa a exposição com percurso histórico por shows, entrevistas e filmes. Estão todos lá, os amigos do rei: Erasmo Carlos, Vanderléia, Jerry Adriany, Wanderley Cardoso, e ainda Silvio Santos, Reanto Aragão, Hebe Camargo, Maria Bethânia, Caetano.

Ali também seus carros: o escort preto, de vidros negros, placa BHJ 6683, com o qual o rei passeia tranquilamente por São Paulo, há décadas, sem ser incomodado. A réplica do calhambeque-bibi, branco e azul, a grande limusine prateada galaxie LTD, que levava Roberto aos shows nos anos 60.

Fotos deste post são da divulgação da mostra, com curadoria da produtora Lea Leal e dos jornais Estadão on line e O Globo on line, por Tasso Marcelo e Felipe Rau. A mostra foi visitada pelo rei em presença da imprensa, na sexta, 5 de março. Ficou fechada, sábado, 6. Reabriu, com filas quilométricas, no domingo, 7. Afinal, Roberto que é supersticioso sentenciou: não se inaugura nada em dia par.

          Postado em 05 de março de 2010, sexta-feira.

Revoada de top models na capital do Paraná. Vogam aqui, Izabel Goulart, Carol Trentini, Renata Kuerten, e Isabeli Fontana. Vieram a convite dos cosméticos Monange para desfile show amanhã, 6 no Master Hall, embalado pelas canções da banda Jota Quest – que já cantou em Curitiba no casamento de Rafaela Carvalho. Isabeli aproveita para rever a família e matar saudades da sua cidade natal. O bairro do Portão vai ferver amanhã à noite, às portas do Monange Dream Fashion Tour, com a legião de admiradores das formas perfeitas de Izabel, Renata, Carol, e Isabeli.

          Postado em 04 de março de 2010, quinta-feira.

O presidente do Grupo Positivo, Oriovisto Guimarães, inaugura novo painel do Teatro Positivo, criado pelo artista curitibano Sérgio Ferro, que vem da França com sua mulher Ediane para o evento, dia 16 de março, ao cair da tarde.  

Na ocasião, Oriovisto Guimarães transmite a reitoria para José Pio Martins, enquanto a Camerata Brandão realiza breve concerto. 

Aqui, as exclusivas fotos da noite da entrega dos originais das telas pelo artista ao presidente do Positivo, realizadas na galeria Simões de Assis, em dezembro de 2008, onde aparecem Oriovisto Guimarães e Sérgio Ferro, em vários momentos, os notáveis painéis, e ainda Rafael Greca e Waldir Assis.

As telas foram copiadas em azulejos, num painel externo que vai ornamentar a Universidade Positivo, simbolizando os valores saber, ética, trabalho e progresso.

Curitiba já possui dois esplêndidos painéis do artista da terra, Sérgio Ferro, o primeiro inaugurado em 1996, no Memorial de Curitiba, pelo prefeito Rafael Greca, e o segundo, que começou a ser instalado no ano 2000, também no Memorial de Curitiba, por ocasião dos 500 anos do Brasil, pelo então ministro Rafael Greca.

          Postado em 03 de março de 2010, quarta-feira.

A revista jurídica Consulex, publicada em Brasília, denuncia tráfico de água doce no Brasil: navios-tanque petroleiros estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas. Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feita no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio.

Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50). O leitor Paulo Stradiotto mandou para o blog a matéria publicada em Brasília pelo jornalista Chico Araújo, na revista jurídica Consulex nº 310, sobre o tráfico de água doce no Brasil. Fotos da Eco Agência, da riobranco.org.br. e viafanzine.jor.br

A hidropirataria já foi denunciada também pela Agência Amazônia. Reafirma a revista Consulex: essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vista que são considerados bens da União, os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio (CF, art. 20, III).

          Postado em 02 de março de 2010, terça-feira.

A colecionadora brasileira Lily Safra, uma das mulheres mais ricas do mundo, viúva de grandes fortunas, inclusive do banqueiro Edmond Safra, comprou o Homem Caminhando, escultura de Alberto Giacometti (1901 – 1966), por US$ 103,4 milhões. A viúva Safra vive em Londres, numa mansão em Belgravia, um dos distritos mais elegantes da capital britânica. Para lá vai a valiosa obra de arte, adquirida num leilão da Sotheby’s britânica.

Alberto Giacometti nasceu em 1901, morreu em 1966. Era suíço, do cantão italiano. Escultor expressionista era filho do pintor Giovanni Giacometti. Estudou em Genebra, Roma e Paris, onde foi viver em 1922.